19 janeiro 2018

Lara Fabiana Campos Salgueiro ― desafio 37

Os meninos correm no rio felizes.
O rio tem meninos que correm felizes.
Este rio é diferente, porque tem muitos percursos bons…
Os meninos correm e veem peixes com flores, montes com flores, golfinhos com flores e leões com flores…
Os meninos sentem-se felizes.
O rio sente-se feliz.
O rio sente-se muito feliz, porque tem flores sem fim.
O rio sente-se muito feliz, porque tem muitos meninos bons e felizes.
No fim do rio existem príncipes divertidos.
Lara Fabiana Campos Salgueiro, 5º B – 10 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Elsa Alves ― desafio 130

Para comigo só pensava "Que grande ESPIGA!" Por causa dum PROBLEMA com tão pouca importância, tinha à minha frente um DILEMA quase shakespeariano: devia contar-lhe a verdade ou esconder tudo com uma mentirazita piedosa? Tinha que RESOLVER a situação... Mas qual a DECISÃO certa? Eu nem sou homem de certezas... Ali só via dificuldades: contando o que se passara ia causar-lhe DOR e isso eu não queria; mentindo-lhe, sempre lhe dava alguma ESPERANÇA. Talvez fosse o melhor...
Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca de Xira  
Desafio nº 130 ― de espiga a esperança


Diogo Alexandre Gaspar Nine Barros ― desafio 37

Um helicóptero chegou e retirou o Diogo do gelo. Foi um instrumento preciso, que puxou o Diogo do sítio misterioso.
No mundo do Diogo tudo é frio menos o minúsculo dedo mindinho.
― Quem és tu?
― Sou um excelente inventor dos brinquedos de gelo. E envio os brinquedos de gelo do Monte Destino Misterioso, todos os meses.
O sítio misterioso dos brinquedos de gelo tem um cofre cheio de bonecos, brinquedos e um professor diferente, feiticeiro…
Diogo Alexandre Gaspar Nine Barros, 5º A – 11 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A



Sérgio Felício ― desafio 8

Liberto
Leonardo parado de compor letras após três meses, sente aperto de parar o sossego de tocar teclado do ordenador…
… como se sente prestador ao compor!
Apesar de parado, dado processo decente, pôs-se contando contos.
Alcançaram cooperação para comprar ordenador para o “people”… as pessoas.
Compor letras é marcante, mas nem sempre pode. Leonardo carece de amparo e nem sempre o tem por lapso de pessoal. Leonardo tenta compreender… sente cólera… tem de se adaptar…
A compor solta-se.
Sérgio Felício, 37 anos, Coimbra

Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

Maria da Graça Limas ― desafio 37

O primeiro erro é esquisito e difícil de entender.
O segundo erro é triste e ouve monstros.
O terceiro erro é feliz e tem sonhos.
O erro seguinte é rei de preguiçosos.
O quinto erro é um mentiroso no reino dos impostores.
O sexto erro é um sítio onde ninguém é bom.
O sétimo erro vive de noite e só dorme.
O erro que vem depois vê um mundo oposto.
O nono erro lê livros…é esperto.
Maria da Graça Limas, 5º A – 12 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Isabel Pardal ― desafio 133

Cair nas Silvas? Ideal mesmo era ter tropeçado nas Pereiras! Essas sim, valia a pena cair aos seus pés, embaraçar-se nos fogosos olhares e ficar estatelado a mirar aquela pele sublime, de alabastro! Mulheres orgulhosas, portes soberbos, voz imponente, vontade férrea. Agora, as Silvas? Umas peneirentas sem razão... A mãezinha bem sabia quem elas eram, sempre a chamar-lhes vulgares. E eu logo vou acabar por me casar com uma! Como é que eu fui cair nas Silvas!?
Isabel Pardal, 53 anos, S. João da Madeira
Desafio nº 133 ― cair nas silvas


Sandro Soares Kingani ― desafio 37

Existe um menino que vive num mundo perdido.
O menino que vive num mundo perdido sente-se triste, muito triste.
Ele sente-se muito, muito triste porque todos discutem.
Todos discutem sem motivo.
O menino sente-se triste e só no mundo.
No inverno, ele encontrou o Kiko.
O Kiko é um menino que vive num sítio sereno, cheio de sorrisos.
Ele é sereno como o sítio onde vive e com ele o nosso menino triste, que vive perdido, sorri!
Sandro Soares Kingani, 6º B – 13 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Marta Andrade ― desafio RS 47

Aconteceu no banco
Houve um grande crime. Um urso místico vestido com um xaile foi ao banco porque estava falido. Quem o atendeu foi o seu rival bárbaro que o espicaçou mostrando-lhe que segurava com o dedo uma nota de quatro euros com um poder oculto. Esfregou-a como uma lamparina e o impossível aconteceu. Primeiro, apareceu um jaguar atrapalhado, depois, sem hesitação, uma varejeira solitária o que deu origem a uma zanga. Terminou com a sua morte.
Marta Andrade, 4ºA, Escola da Ermida, São Mamede, de Infesta-Matosinhos, prof Liliana Mendes
Desafio RS nº 47 – 23 palavras obrigatórias!

Liliana Fernandes Graça ― desafio 37

Hoje vi um herói num hotel. O meu herói é humilde, lindo, minúsculo, o melhor do mundo.
Ontem o meu herói viu um lobo e o rei Joel.
O rei Joel pediu que o lobo que lhe trouxesse um livro bom, porque existem meninos sem livros, com sonhos de ler.
O lobo procurou o livro bom, no sítio dos príncipes coloridos, onde existe um livro com um código misterioso… quem o lê descobre o código dos sonhos.
Liliana Fernandes Graça, 6º B – 12 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Sofia Costa ― desafio 35

Amei-te e por te amar
Deixei até de pensar!
Fiz mais do que imaginava
Pois quem ama fica cego
Deixa de agir por si só
Torna-se parte de outro alguém!
Mas como é bom amar!
Tão bom nos dedicarmos ao outro!
Ficar com borboletas na barriga
Como se todos os dias fossem primavera
Caminhar sobre nuvens de algodão
E o nosso coração fica um constante verão!
Por tudo isso, e mesmo cega,
Eu quero amar, amar perdidamente!
Sofia Costa, 13 anos, Escola Secundária João da Silva Correia, S. João da Madeira, prof Ana Paula Oliveira
Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor
O primeiro verso é do poema "Amei-te e por te amar" de Fernando Pessoa
O último verso é do poema "Amar" de Florbela Espanca.


Sónia Patrícia da Cruz Alves ― desafio 37

O meu sonho? O meu sonho é diferente.
Eu sonhei com um esqueleto. O esqueleto esquisito vive com o sonho de comer-me. Porém, eu fujo do meu sonho esquisito e deixo o esqueleto esquisito comer-me?
O esqueleto esquisito corre comigo sempre que me vê. Ele vê-me dormir e depois sorrimos …existem risos, risos e risos sem fim.
Em vez de comer-me, o esqueleto esquisito fez-se luz e sorriso.
O meu sonho? O meu sonho é diferente.
Sónia Patrícia da Cruz Alves, 6º C – 13 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Amália da Mata e Silva ― desafio 133

Eu, nunca caí nas silvas. Literalmente falando, nunca caí mesmo. Isto apesar de muitas vezes me ter picado nas silvas e levado uns quantos “ralhetes” da minha mãe, à conta de umas escapadelas para ir comer amoras com o primo Zé, quando vínhamos da escola, e chegávamos a casa com a cara, as mãos e a roupa numa lástima.
Sim, mas “cair nas silvas”, já caí algumas vezes... E quem nunca caiu, que atire a primeira pedra.
Amália da Mata e Silva, 62 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 133 ― cair nas silvas


Tiago Avies ― desafio 37

O meu objetivo é ser melhor. Melhor que tudo, melhor que todos.
O meu objetivo é ser sol no inverno, instrumento misterioso, escondido no bolso de Júpiter.
Tenho em mim sonhos… o sonho de possuir o mundo sob os meus pés.
Tudo fruto do herói que só fui e serei.
O meu objetivo é ser o melhor do universo. Eu quero ser o inventor de um mundo novo,
Um mundo novo que vem do melhor de mim.
Tiago Avies, 5º A – 11 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A



17 janeiro 2018

Ana Sofia Alves Borges ― desafio RS 47

O primeiro dos ursos vestia um xaile zangado e triste.
Um dia, o urso casou com a sua rival varejeira e viram a solidão terminar.
Quatro meses depois, aconteceu um bárbaro crime: o Jaguar viu a Lamparina a espicaçar o grande Impossível.
O dedo do jaguar ficou falido e a Lamparina oculta triste.
Quando o Urso místico chegou apaixonou-se pela nota de tristeza da Lamparina.
A lamparina hesitou…
A lamparina atrapalhou-se…
E, no final, também se apaixonou.
Ana Sofia Alves Borges, 6º B, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio RS nº 47 – 23 palavras obrigatórias!



Sara Mendes ― desafio 37

Eu, hoje, entrei no meu colégio e vi dois monstros, um vermelho e um verde. Eu disse-lhes:
― Oi! Porque é que têm um pinheiro no pé?
― Nós temos um pinheiro no pé, porque é isto que comemos.
Eu ri-me e diverti-me muito com os monstros!
Depois tive de ir ter com o meu tio que é o diretor do colégio. Ele pediu que desse um bilhete muito complexo e urgente.
Por fim despedi-me de todos com beijinhos. 
Sara Mendes, 5ºC, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Josefa Guimarães Barros ― desafio 37

Existe um menino que tem medo.
O menino que tem medo cresceu com medo do escuro.
No escuro o medo cresce, cresce, cresce…
E o menino que tem medo diminui, diminui, diminui….
Existe um menino que tem medo e esse menino sofre, sofre, sofre…
Escurece e o menino tem medo. Ele vê monstros!
Escurece e o menino sofre.
Escurece e o menino existe sozinho.
O menino tem medo do escuro. Escurece e o medo vem.
Só medo.
Josefa Guimarães Barros, 5º B – 11 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


         

Margarida Freire ― desafio 133

Empoleirado num ramo farfalhudo, o Morango todo se esticava.
A mãe desatinava com aquele desassossego:
― Diacho, um dia vem dali abaixo… Porque não está quedo?
Sofria de Amor, o Morango, irremediavelmente apaixonado pela Amora.
Redondinha, perfumada, queria lá saber dessas parvoíces…. ali ao sol, cuidando do bronze. De auscultadores, balouçava ao ritmo do rock-and-roll.
Um dia, ao som de Jail-House, veio por ali abaixo, aterrando nas silvas.
“Sorte grande, assim tenho o Elvis só para mim!” Hey!!!
Margarida Freire, 75 anos, Moita
Desafio nº 133 ― cair nas silvas



Ana Fulé Pereira ― desafio 37

O Guilherme quer percorrer o mundo, descobrir costumes e conhecer gente diferente.
Esteve em Londres, onde foi muito bem recebido. Visitou muitos museus, o seu monumento preferido foi o incrível Big Ben.
Depois visitou o México, um sítio lindo, com muito que comer e ver.
Esteve depois no Porto, onde deu um mergulho no rio Douro, bebeu vinho do Porto, conheceu os Clérigos.
Feliz, Guilherme tirou fotos incríveis que postou no seu livro “Percorrer o mundo “.
Ana Fulé Pereira, 5ºC
, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Lúcia Marina Correia Casalta ― desafio RS 26

A minha vida neste momento está uma ruína. O que fazer?
Estou a lavar a loiça e olho para o ralo pensativa.
A minha história de vida longa e triste definida ao metro.
Ele foi embora e deixaram de aparecer peúgas espalhadas pela casa.
Um dia irá fazer-se justiça mas agora tenho que me conformar.
Encontrei um doce, lindo e verdadeiro amor que não poderei viver.
relojoeiro da vila, grande amigo da família, partiu hoje cedo.
Lúcia Marina Correia Casalta, Vieira de Leiria
Desafio RS nº 26 – 7 palavras impostas em 7 frases de 11 palavras


Tiago Filipe Salgueiro Campos ― desafio 37

Eu sou o super futebol
Tenho pés super fortes e um super músculo.
O meu corpo tem super poderes.
Os meus poderes? Enormes!
Eu defendo golos que vencem todos os homens pérfidos.
Invento jogos que vencem todos os injustos.
Crio brinquedos que vencem todos os outros brinquedos.
E depois descubro nomes de jogos que vencem sempre os piores.
É isto! Eu sou o super futebol, que vence sempre todos os vilões.
Eu sou o homem super destemido!
Tiago Filipe Salgueiro Campos, 5º B – 11 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A